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O valor das coisas ruins e o quão leve somos

Comprei na Steam o game Final Fantasy VIII e estou terminando-o pela primeira vez. O romance entre Rinoa e Squall me fez pensar em muitas coisas, coisas boas e coisas ruins. Como relacionamentos funcionam e como a mídia costuma apresentá-los para nós. A que mais me marcou, pelo motivo do que andei passando pelos últimos anos e por algo que estou passando agora, é a frase “É só quando perdemos alguma coisa que damos o devido valor dela”. A protagonista Rinoa entra em coma e é quando Squall não pode mais ouvir sua doce voz todos os dias que ele percebe o quanto a ama e como não dava o devido valor à amada. Mas o que eu estou vivendo agora, apesar de oposto, é muito semelhante. Você não vê o quanto alguém te faz mal até essa pessoa ir embora. Não sei o que torna um relacionamento normal um relacionamento abusivo, e existe uma linha muito fina entre relação abusiva e algo que simplesmente não te faz mais bem. Então eu não vou falar que algo é abuso quando simplesmente não é saudável, mas vou falar do quanto não é saudável, sim. Para me ajudar a me tornar uma […]
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Tanta coisa pra pedir, vai pedir nudes?

Um desabafo sobre a cultura de pedir nudes. Estou cansada dessa piada com fundo de verdade. Manda nudes. Desse bordão que serve como pedido mas, se eu negá-lo, torna-se piada que não deve ser levada a sério. Eu não sou boba. O seu jeito de falar não é a primeira vez que um homem usa comigo. Um interesse vazio em mim que dura por volta de 10 minutos até que exista um conforto suficiente pra pedir algo assim tão íntimo e assustador. Vejo tanta gente falar que mandar nudes é burrice. Tanto homem falando isso. Se um homem me pede fotos sensuais, fotos nuas, é porque me considera burra? É assim que você me vê? Me pergunte sobre minha cor favorita. O que achei do último Star Wars e se eu gosto de cachorro. Peça por fotos do jardim que cuido com a minha mãe, ou minha opinião sobre a crise econômica no país. Talvez eu não seja tão interessante quanto sua paixonite de infância (aquela que te negou) ou a Jennifer Lawrence, mas eu tenho mais pra oferecer do que um close no meu decote no SnapChat. A supervalorização do sexo me assusta. Nada é mais interessante do que genitálias? […]
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Não tira o batom vermelho

Eu acabei de ver o clipe novo da Clarice Falcão e vim escrever. Eu precisava escrever. Porque de repente tudo se encaixou e fez sentido. Meu último ano foi um inferno e não foi invenção da minha cabeça. Milhares de mulheres passam pela mesma coisa, e nenhuma é louca. Nós não somos loucas. E se eu não escrever esse relato, eu vou enlouquecer. Certa vez eu me apaixonei por uma pessoa que não existia. Ele era uma máscara de plástico que um cara usou durante uns anos. Eu não era tão mais nova, mas era bem mais inocente e inexperiente do que eu sou hoje. Eu não sabia distinguir máscaras das pessoas. Foi aí que eu me apaixonei por um cara de discursos prontos. Um cara que era feminista, ele dizia. Que se importava comigo e com o mundo que eu estava inserida. Que me protegeria de abusos que eu já sofria. Meu príncipe encantado. Mas ele não se apaixonou por mim. Ele queria que eu vestisse uma certa roupa, não usasse certa maquiagem e certo esmalte, que gostasse disso e daquilo, que concordasse com tudo. Talvez ele estivesse certo. Ele me oferecia uma máscara, eu deveria ter oferecido outra. […]
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O problema é na sua cabeça

Esse é um post desabafo sobre algumas coisas que passam na minha cabeça. Tenho depressão atípica e isso não me define como ser humano. Não sou rotulada pela tarja do meu remédio e tenho uma vida normal, como de qualquer pessoa. Trabalho em busca da felicidade como qualquer pessoa. Mas existem certas coisas sobre a depressão que eu preciso desabafar, e esse é o único blog que escrevo sozinha. Muita gente me recomendaria não escrever sobre isso aqui, pelo meu blog e portfolio serem no mesmo site. Mas no meu blog eu quero escrever sobre o que se passa na minha cabeça, meus planos pro futuro e o que eu gosto de fazer. Não quero escrever pautas frias apenas para agradar o robôzinho do Google e ter mais visitas. Não sou um robô. Uma das minhas “missões” é desmistificar a depressão, mostrar que não somos pessoas fracas. E fingir que isso não faz parte de mim seria muito errado. (Imagem da capa por Kelsey Weaver) Cada idade tem seus anseios e seus problemas condizentes com aquela idade. Uma criança de 8 anos não deveria se preocupar com problemas do trabalho, e um adulto não deveria ter medo de um fantasma estar […]
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