Eu assisti: A Teoria de Tudo

Não deveria haver limites para o esforço humano. Somos todos diferentes. Não importa o quão ruim a vida possa parecer, há sempre algo que você possa fazer, e obter sucesso nisso. Enquanto há vida, há esperança.
— Stephen Hawking

Stephen Hawking é um físico teórico e cosmólogo nascido na Inglaterra em 1942. Autor do livro “Uma Breve História do Tempo”, best-seller e recordista na edição de 1998 do Livro Guinness dos Records. Além de diversos prêmios e trabalhos renomados, Stephen Hawking foi diagnosticado aos 21 anos com esclerose lateral amiotrófica, também conhecido como ELA, uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central, área do nosso cérebro que controla os movimentos voluntários dos músculos, as vezes também causando demência. Ou seja, com o passar do tempo, Stephen perderia a habilidade de falar, andar, engolir e até respirar. Na época em que foi diagnosticado, foi previsto que o físico viveria por apenas mais dois anos. Stephen Hawking está vivo até hoje, com 72 anos.

A história de vida do físico, que não se intimidou pela doença (parcialmente graças à Jane Wilde, sua primeira esposa), inspirou muita gente. Além de obviamente o filme de 2014 “A Teoria de Tudo” (do inglês, “The Theory of Everything”), a doença da qual Stephen é portador é a real causa do “Desafio do Balde de Gelo” (do inglês, “Ice Bucket Challenge”) onde o desafiado jogaria um balde de água fria em si mesmo e doaria determinada quantia de dinheiro para a ALS Association (ALSA).

O filme que proporcionou ao ator Eddie Redmayne o Oscar de Melhor Ator na última edição da entrega dos Prêmios da Academia conta a história de Stephen Hawking e sua primeira esposa, Jane Wilde, interpretada por Felicity Jones. Nela, é narrado do momento em que os dois se conheceram, até posteriormente ao divórcio do casal, momentos adaptados do livro escrito por Jane, Viajando ao Infinito: Minha Vida com Stephen (do inglês, “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”)

Fui ao cinema assistir um filme sobre uma tragédia, sobre uma incrível derrota, sobre uma mente genial sendo lentamente sufocada e calada por um corpo que não cooperaria com as tarefas mais simples, como cortar um bife. Saí do cinema decepcionada. O que eu vi foi uma linda história de amor, provando que amor não precisa necessariamente ser romance. Sobre o humor e a vontade de viver prevalecer em detrimento do sofrimento e da dor. Da força de uma pessoa que se esforça pra fazer tudo na vida: comer, subir uma escada, segurar seus filhos e provar que o universo não tem limites, tudo isso com a mesma vontade e intensidade de quem batalha todos os dias pra viver ao máximo.

O amor de Stephen e Jane é como o universo, não tem limites (perdoem o meu cliché). Mesmo depois do divorcio, quando muitos casais dizem que “o amor acabou”, e a própria Jane diz que não o ama mais, os dois ainda se respeitam muito, tem grande carinho um pelo outro e se amam de uma forma muito maior e mais bonita do que o simples amor romântico entre um homem e uma mulher. Stephen não seria quem é hoje, e talvez não sobrevivesse por tantos anos, sem o auxílio de Jane. E Stephen divide conhecimentos específicos de física de igual pra igual com Jane, que “traduz” seus trabalhos manualmente, também conseguindo criar 3 filhos.

A Teoria de Tudo foi muito além das minhas expectativas. Talvez não seja o melhor filme dentre os outros indicados ao Oscar, mas com certeza é o que mais me marcou dentre os produzidos em 2014. A mensagem é clara, viva intensamente, seja ambicioso, se esforce até onde der, não desista nunca. Mesmo diante das maiores dificuldades, você tem uma chama dentro de você, você pode fazer diferença na história da humanidade. E ame. Ame quem você é e as pessoas na sua vida. Mesmo que seja difícil, mesmo que o amor mude. Mesmo que dêem à sua vida e seu amor um prazo de validade de 2 anos.

Mexeu comigo, me inspirou de verdade. Era uma mensagem que eu precisava ouvir. Por favor, faça-se um favor e assista esse filme. Oscar merecido.

Compartilhe!

Deixe uma resposta